 |
15/01/2009 17:39
Agora é pra valer!!!
http://nivaldoctb.blogspot.com
Mudei de endereço (para sempre, e para valer). Visitem-me (podem vir acompanhados) no endereço acima, prometo receber a todos com o mais variado cardápio de sopa de letrinhas.
A razão da mudança é simples: compatibilizar meus parcos conhecimentos de navegação na Internet com as ferramentais disponíveis no novo blog.
"Não se perca de mim, não se esqueça de mim, não desapareça..."
enviada por Nivaldo Santana
14/01/2009 16:15
Teste com blogs
Este blog tem poucas ferramentas - e se tem eu não as conheço - que permitam uma maior interatividade com outros blogueiros ou leitores.
Estou fazendo um teste. Devo migrar para http://nivaldoctb.blogspot.com (dê uma visitadinha, é só clicar em cima do novo endereço)e, se for melhor, talvez eu adote definitivamente o novo endereço e libero o atual blig de minha sopa de letrinhas.
Vou mantê-los informados...
enviada por Nivaldo Santana
13/01/2009 14:16
PT à deriva
Ontem, o blog do Zé Dirceu postou um comentário a respeito da eleição das Mesas da Câmara Federal e do Senado. Seu artigo constatou o óbvio: o PT está na iminência de sofrer uma profunda derrota em um momento decisivo da vida política nacional.
Os novos presidentes da Câmara e do Senado terão papel relevante na definição da agenda política brasileira no período de sucessão presidencial. Isso todo mundo sabe.
O erro de cálculo do PT foi ter feito um acordo com o PMDB de Michel Temer, aliado do presidenciável tucano José Serra desde criancinha. Para derrotar Aldo Rebelo e eleger Arlindo Chinaglia, o PT, agora, está com a batata quente na mão: precisa honrar um compromisso e pagar a fatura do apoio recebido do PMDB.
Para compensar o estrago, os grandes estrategistas petistas sonhavam com a conquista da presidência do Senado, para equilibrar o jogo. Mas os caciques peemedebistas ressuscitaram a famosa tese filosófica de que "uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa". Em bom português: não há relação de causa e efeito entre um acordo na Câmara e o Senado, são duas Casas autônomas.
O PMDB caminha para ungir o nome do senador José Sarney como o candidato à presidência do Senado, liquidando com as pretensões do senador Tião Viana. Sarney é da base governista, é lulista, mas não necessariamente compromissado com os futuros arranjos eleitorais do PT.
Se o Temer fatura a Mesa da Câmara, o PMDB adquire musculatura e dá força ainda maior ao seu papel de noiva da vez. Ocorre que essa noivaflerta cada vez com maior desenvoltura com o governador paulista José Serra, candidato presidencial desde criancinha.
A pergunta que não quer calar: o PT vai até o fim nessa crônica da morte anunciada? O citado artigo do grão-guru José Dirceu parece sinalizar em outra direção...
A repaginada Dilma Rousseff pode reeditar a tradição de cristianização política? Haverá outras vias para sustentar a continuidade do projeto mudancista no Brasil?
"Cantando espalharei por toda parte / Se a tanto me ajudar o engenho e a arte", que a melhor opção para o governo Lula e para o seu próprio partido é a candidadura de Aldo Rebelo.

enviada por Nivaldo Santana
12/01/2009 18:05
Trio parada dura

Segunda-feira, 12 de janeiro, São Paulo, pela enésima vez evento em que Lula e seus dois prováveis pretendentes a sucedê-lo (Serra e Dilma), em uma inusual cortesia política.
Como diz a música (ou a pergunta); "O que será, que será?".
enviada por Nivaldo Santana
11/01/2009 20:09
A luta contra o desemprego
Uma das marcas mais duras da desaceleração econômica é o recrudescimento do desemprego. Os EUA, por exemplo, centro da atual crise capitalista, exibem indicados de desemprego sem paralelo desde o pós-guerra.
Não se sabe qual vai ser o tamanho, a intensidade e a duração da crise no Brasil. Cada um dá o seu palpite, mas o que existe de real é a desaceleração da economia, diminuição dos investimentos, retração do crédito e viés de baixa na curva do emprego, para usar uma expressão desse idioma conhecido como economês.
A indústria da construção civil, as montadoras e as siderúrgicas saíram na frente com as férias coletivas, demissões e todo um conjunto de medidas que, em última análise, buscam jogar nas costas dos trabalhadores o peso e o custo da crise.
Esses setores ganharam muito dinheiro no último período. Com a crise, correm para os cofres públicos para receber dinheiro público e outras medidas de estímulo econômico. E, para não variar, aproveitam-se da crise e da sinistrose (que é a exacerbação artificial da crise) para chantagear os trabalhadores e obrigá-los a renunciar a direitos básicos.
Volta-se a falar em suspensão temporária do trabalho, banco de horas, redução de jornada e redução de salário e outras propostas regressivas que aliviam o capital e oneram o trabalho.
As centrais sindicais e o patronato travam queda de braço nesse período de incertezas. O governo tem instrumentos para condicionar a liberação de dinheiro público à manutenção dos empregos.
Os jornais apontam que a Força Sindical estaria negociando com a Fiesp um pacote para evitar ou minimizar o desemprego. Nesse pacote, os trabalhadores renunciariam a determinados direito. A CUT, pelo menos formalmente, disse não avalizar esses entendimentos.
A CTB - Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil - já firmou posição contrária à retirada de direitos e pela manutenção dos emprego. O emprego fortalece o mercado interno, faz a roda da economia girar e cria um círculo virtuoso: mais emprego, mais produção, mais consumo, mais renda e por aí vai.
Os economistas falam em medidas anti-cíclicas, que resumidamente seriam rebaixamento profundo das taxas de juros, mais investimentos, mais crédito, evitar a passividade e a inércia diante das turbulências.
O movimento sindical, pela dura experiência, sabe que a porca entorta o rabo com a retração econômica. É preciso saber se orientar corretamente nessas horas de conflito de interesses. É a famosa luta de classes, luta entre o capital e o trabalho, que se agudiza.
O Fórum das Centrais pode jogar importante papel na atual conjuntura e impedir que o facão domine as relações de trabalho no Brasil.
enviada por Nivaldo Santana
11/01/2009 19:45
Solidariedade à Palestina
Milhares de pessoas participaram neste domingo de uma marcha contra o massacre em Gaza perpretado pelo governo sionista de Israel.
A caminhada partiu da Av. Paulista, em frente ao MASP - Museu de Arte de São Paulo, e terminou no Obelisco, no Ibirapuera. O Obelisco é uma homenagem à saga dos bandeirantes, grandes responsáveis pela grandeza territorial do Brasil.
 Os ataques à Israel, como a foto acima registra, e a ocupação da Faixa de Gaza são crimes contra a humanidade, um massacre de um dos exércitos mais poderosos do mundo contra uma região com altíssima densidade demográfica e sem a mínima estrutura de defesa.
Em todo o mundo, diferentes segmentos erguem sua voz contra a ação israelense e o descarado apoio dos EUA e de outras potências imperialistas. A hora é de solidariedade militante, para isolar e derrotar os sionistas e os imperialistas americanos.
enviada por Nivaldo Santana
09/01/2009 19:13
Eleição da Mesa da Câmara Federal
Estranho o acordo do PT com o deputado federal Michel Temer (PMDB/SP), serrista desde criancinha. Colocar um cara ligado ao Serra para presidir a Câmara Federal no período de sucessão presidencial ... Estranho, embora o Serra tenha apoiado Chinaglia na última sucessão da Câmara.
Estranha (também) é a simpatia e a fidalguia com que Serra é tratado no Planalto e pelo PT de São Paulo. Os deputados estaduais petistas parecem que deliberaram por fazer oposição de baixa intensidade ao governador, oposição só para inglês ver e enganar a torcida.
Esse oposicionismo de baixos teores tem contrapartida. Vive-se uma lua-de-mel sem que se saiba exatamente qual foi mesmo o casamento. O presidente da Assembleia Legislativa paulista, tucano e também serrista, queria ser reeleito para o cargo. Para tanto, precisava alterar a Constituição do estado, que veda a reeleição. E o PT já tinha fechado acordo para apoiá-lo. Tudo melou devido a interesses conflitantes dentro do próprio PSDB.
O prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho, conseguiu emplacar um aliado para a presidência da Câmara Municipal daquele município com o generoso apoio de dois vereadores do DEM. Em retribuição, o DEM garantiu uma secretaria no governo do Marinho, que também diz apoiar o nome de Kassab como coordenador das 39 prefeituras municipais da região metropolitana de São Paulo.
Há alguma coisa no ar além dos aviões da Panair.
Acrescento este comentário: tudo é manobra do Lula, como grande eleitor da sucessão presidencial? Ou o jogo está embaralhado e a lógica de 2010 não é exatamente a mesma de 2014?
enviada por Nivaldo Santana
09/01/2009 18:46
Marcha domingo em São Paulo
Multiplicam-se os atos de protesto contra o massacre a que os palestinos da Faixa de Gaza são submetidos pelo estado de Israel. Centenas de entidades partidárias, sindicais, estudantis, comunitárias, ao lado das representações árabe-palestinas, procuram expressar o sentimento do povo brasileiro de repúdio ao massacre e exigência do imediato cessar fogo, retirada das áreas ocupadas, preservação da paz justa e duradoura, defesa da autodeterminação do povo palestino e o direito soberano a ter o seu próprio estado.
Na sequência de diversas manifestações já ocorridas, no próximo domingo, dia 11, haverá um ato com a expectativa de que seja o mais representativo. O início é no MASP (Av. Paulista), às 10 horas da manhã, seguido de passeata até o Obelisco, no Ibirapuera.
enviada por Nivaldo Santana
07/01/2009 18:10
História do Brasil
Neste período de fim e início de ano, aproveitei para ler alguns livros da História do Brasil. Li o "1808", que fala do período em que a Corte portuguesa, dois dias antes das tropas napoleônicas invadirem Portugal, singraram os mares rumo ao Brasil. Dom João VI e cerca de 10 mil portugueses largaram o país ao deus-dará e vieram para o Rio de Janeiro.
Um caso inédito na história universal: o Brasil Colônia se torna capital do reino e o país colonizador, Portugal, se torna colônia da França.
Li, também, a biografia de Dom Pedro II, que governou o Brasil por quese meio século. Recomendo a leitura (o autor é José Murilo Car valho, se não me engano). Algo no livro me chamou a atenção: a cerimõnia de sepultamente do ex-imperador brasileiro, exilado em Paris, foi acompanhada por 200 mil pessoas!
A razão maior de tanta leitura (li mais três outros livros) foi o período de férias e o fato de eu ter aproveitado as viagens de ônibus São Paulo x Rio, doze horas somadas na ida-e-volta, para fazer alguma coisa de útil.
Chegando em São Paulo, resolvi ir à Livraria Cultura, uma das maiores da cidade, no Conjunto Nacional, na Av. Paulista. Para minha desagradável surpresa, a renovada constação de que a parte de História do Brasil provavelmente seja a menor de todas, não tinha uma dezena de títulos. E a livraria estava lotada como "shopping" em véspera de Natal.
É a lei da oferta e procura em plena vigência, para prejuízo de nossa memória histórica.
enviada por Nivaldo Santana
07/01/2009 17:54
Visão estratégica
Em artigo publicado hoje (Folha de São Paulo, página A3), Delfin Neto disse que, no mundo de hoje, o Brasil precisa ter soberania alimentar, energética e militar. As duas primeiras, acrescento eu, o Brasil tem. Mas a soberania militar exigiria força dissuasória para neutralizar ações de países com potencial nuclear. O resto é sonho de noite de verão.
enviada por Nivaldo Santana
06/01/2009 17:57
Golpe!
Um acordo espúrio e golpista, perpretado pelo PT e o PSDB paulistas, empossou o quinto suplente de deputado estadual da coligação PT/PCdoB (Carlos Neder, foto acima), cassando, na prática, o mandato do quarto suplente, Pedro Bigardi, do PCdoB/SP, medida que parece retirar das catacumbas os métodos do AI-5 da ditadura militar.
Pedro Bigardi é engenheiro, tem base eleitoral no município de Jundiaí e foi o segundo mais votado nas eleições para a prefeitura daquela cidade no ano passado. É a mais representativa liderança de esquerda no município, quadro político honrado e respeitado.
Sem espaço dentro do PT, que sistematicamente dificultava suas atividades políticas, Bigardi optou por deixar essa legenda e ingressar no PCdoB, mantendo a coerência de militante socialista.
Como os comunistas estão sem representação na Assembléia legislativa, petistas e tucanos, mancomunados, deram aval a uma representação sem substãncia da direção estadual do PT e da bancada, segundo a qual a suplência era dos petistas e ponto final.
Na base do rito sumário, sem direito à defesa e ao contraditório, princípios basilares do estado de direito democrático, a Mesa se apressou, na calada da noite e em meio aos festejos de fim-de-ano, em publicar no Diário Oficial do Estado do dia primeiro de janeiro, o entendimento de que o empossado seria Carlos Neder, mesmo tendo obtido votação menor do que a de Bigardi. Valeu a a lei do mais forte!
Atropelando normas básicas do direito e da justiça, sem falar na deslealdade política, o PT, principalmente, e o PSDB, em estranha conjugação de interesses, deixa o PCdoB na constrangedora contigência de aguardar trãmites morosos do Judiciário para reaver o espaço que legitimamente lhe pertence, se é que haverá tempo para tanto.
Essa postura do PT paulista, infelizmente, não chega a ser novidade. Nos últimos tempos, aqui em São Paulo, este partido adota posição de distanciamento progressivo do PCdoB, parecendo querer jogar na lata do lixo uma história de alianças que vem desde 1988 e em que os comunistas, como é da sua tradição, sempre honraram os compromissos e foram leiais com os seus aliados. Aliança esta que, diga-se a bem da verdade, favoreceu enormemente o PT e cujo esgarçamento só joga água no moinho do conservadorismo no estado, com quem o PT trava um inacreditável e estranho namorico.
A vida é longa, nada como um dia atrás do outro. Alguém já disse que quando a esperteza é demais ela se volta contra o esperto.
Ao camarada Bigardi (foto abaixo), que sofre na pele esse golpe pelas costas, nossa solidariedade militante e a certeza de que a história saberá corrigir esses processos políticos que maculam a trajetória da esquerda.
enviada por Nivaldo Santana
06/01/2009 17:31
Festa Rozina
.
 (A aniversariante Rozina recepcionando o autor destas mal traçadas linhas).


 Edmundo, André e a turma pacificadora do Sindalesp.
 Fotos exclusivas da presidente da UBM/SP, apagando velas.
Parabéns!
enviada por Nivaldo Santana
05/01/2009 19:20
Rio 2008/2009

De 26/12 a 03/01 desfrutei da hospitalidade carioca. Na foto acima, no apartamento do Marquinho, em Copacabana, o Batista, a Ana Rocha, o Fernando e o filho, o Osvaldinho e a Laís deglutem a última ceia de 2008.
Com a pança cheia - de comida e bebida - fomos ao ritual de ver a queima de fogos em Copacabana. Espetáculo médio, perdeu o glamour...
enviada por Nivaldo Santana
05/01/2009 19:00
Recordar é viver
Vou Festejar
Beth Carvalho
Composição: Neoci / Dida / Jorge Aragão
Chora!
Não vou ligar
Não vou ligar!
Chegou a hora
Vais me pagar
Pode chorar
Pode chorar
Mas chora!
Chora!
Não vou ligar
Não vou ligar!
Chegou a hora
Vais me pagar
Pode chorar
Pode chorar...
É, o teu castigo
Brigou comigo
Sem ter porquê
Eu vou festejar
Vou festejar!
O teu sofrer
O teu penar...
Você pagou com traição
A quem sempre
Lhe deu a mão...(2x)
Mas chora!
Chora!
Não vou ligar
Chegou a hora
Vais me pagar
Pode chorar
Pode chorar...(2x)
É, o teu castigo
Brigou comigo
Sem ter porquê
Eu vou festejar
Vou festejar!
O teu sofrer
O teu penar...
Você pagou com traição
A quem sempre
Lhe deu a mão...(2x)
Laraiá Laraiá!
Lá Laiá Laiá!
Laiá Laiá!
Laiá Laiá!
Eu vou festejar
Vou festejar!
O teu sofrer
O teu penar...
Você pagou com traição
A quem sempre
Lhe deu a mão...(2x)
enviada por Nivaldo Santana
29/12/2008 12:47
Ronaldo Fenômeno

O Ronaldo Fenômeno é uma instituição que deveria ser respeitado por todos os amantes do futebol. O Brasil deve muito a ele. Acompanho futebol há meio século e acho que o Ronaldo deve ser o caso mais inacreditável de recuperação. Os dois gols que ele fez na final contra a Alemanha, depois de passar de um grande martírio com contusões, faz dele um mito.
Isso é o que eu acho. Não por acaso, sua contratação pelo Corinthians causou preocupação entre os adversários e frustração nos torcedores rubro-negros, que sonhavam em tê-lo no Flamengo.
Para o bem do futebol - e, claro, também do Corinthians, vamos torcer para que ele volte a jogar bem. Não como antes, que não dá, nem é preciso. O Neto, ex-jogador do Corinthians, falou que se ele jogar 30% do que já jogou será um craque fora de série ainda hoje.
Assino embaixo. E mando reconher a firma.
enviada por Nivaldo Santana
29/12/2008 12:36
Apocalipse now?
As pitonisas de plantão querem pular o ano de 2009 e passar direto para o seguinte. Preveem (sem acento, segundo as novas regras?) crise, desaceleração econômica, desemprego, derretimento do prestígio de Lula e novas e amplas perspectivas para a oposição.
Para piorar, para nós, ou melhorar, para eles, a provável candidata "in pectore" do Lula não tem carisma, nunca enfrentou eleições. Seu opositor, ao contrário, já foi tudo, menos presidente da República.
Mas a marola da imprensa não é tsunami. O tamanho, a profundidade e a duração da crise são incertos, apesar dos palpiteiros de sempre. O prestígio do nosso Presidente já passou - e bem - por duras provas, e não será surpresa se, mesmo com crise, a população isente Lula de responsabilidades maiores, afinal a crise é importada.
O jogo vai ser jogado e ninguém pode cantar vitória antes do apito final. E há quem quer a faixa de campeão sem ter entrado em campo. A história conhece essas histórias, nas quais se sabe onde as coisas começam e nunca como elas terminam.
É crer para ver, como alguém ironiza.

Enquanto isso, melhor ver as preliminares: eleição da Mesa na Câmara e no Senado, papel do bloquinho, terceira via, PMDB e por aí... Há muitas variáveis neste sistema de equações, devagar com o andor, portanto!
enviada por Nivaldo Santana
29/12/2008 11:59
O drama sem fim na Palestina
O drama dos palestinos e as atrocidades de Israel compõem um cenário de uma tragédia que parece não ter fim. A imprensa, para minizar os fatos, diz que Israel ataca o Hamas - e não a Palestina e sua população civil.
A chamada resposta do Hamas aos ataques é de uma desproporcionalidade gigantesca, só serve para levantar cortina de fumaça em uma das áreas mais conflituosas do mundo. Enquanto esta chaga não for extirpada, o mundo viverá sempre com uma paz precária e provisória. Os falcões da guerra, uma vez mais, falam mais alto...

enviada por Nivaldo Santana
25/12/2008 18:36
Ode ao ócio
Amanhã, 26, parto para minha enésima férias no Rio. Devo ficar lá uma semana. Nesse período, vou poupar aqueles que transitam por acá e, só se der na telha, rabisco algumas mal traçadas linhas neste espaço.
Boas festas a todos! Fenomenal 2009!!!
enviada por Nivaldo Santana
22/12/2008 16:54
Acumular Forças
Renato Rabelo e Roberto Amaral, respectivamente presidente e vice-presidente do PCdoB e do PSB, fizeram uma importante análise de conjuntura no início da reunião da direção nacional da CTB.
Rabelo destacou que a atual crise do capitalismo, originária dos EUA, mas que deve se propagar com ritmos e profundidades diferentes em todos os países do mundo, dá um novo alento à luta pela afirmação da perspectiva socialista.
A fase atual é de resistência e luta, de acumulação de forças, expressão que o sectarismo esqeurdista nunca consegue entender. A acumulação de forças, conforme sistematiza Renato, se dá em tr~es vertentes: 1) luta social; 2) luta parlamentar-institucional; 30 luta de idéias.
Esses três vetores são interdependentes e se reforçam mutuamente. Na atualidade, a luta de idéias ganha relevãncia com o fracasso das teses neoliberais. Por outro lado, continua na ordem do dia a luta para alcançar maiores espaços no parlamento e nos governos, tudo combinado com a ampliação e intensficação da luta dos trabalhadores e dos povos por seus direitos.
A defesa do emprego e da valorização do trabalho se insere na luta mais geral, no Brasil, por um projeto nacional de desenvolvimento com ampliação da democracia, do progresso social, da soberania nacional e integração latino-americana.
Resumidamente, foi sobre estes temas que Renato desenvolveu, claro que com muito mais conteúdo, profundidade e amplitude.

enviada por Nivaldo Santana
22/12/2008 16:29
Manifesto Comunista

A foto acima é da Praça Central de Bruxelas, local onde morou Karl Marx e, me disseram, onde também foi redigido um dos mais importantes textos dos últimos séculos - o Manifesto do Partido Comunista.
Um dia antes do seminário que participei naquele país, eu visitei a praça - que eles dizem ser a mais bonita do mundo - e aproveitei para conhecer um dos quatrocentos tipos de cerveja da Bélgica.
enviada por Nivaldo Santana
22/12/2008 16:17
Férias
 Em 26 de dezembro vou para mais um sacrifício: passar uma semana de férias no Rio de Janeiro. A foto acima eu a tirei quando estive em Bruxelas. Reparem o nome da loja - Ipanema. Vou ver encontro uma filial dela no bairro homônimo do Rio. Se não der, contento-me em tomar um chope na esquina da Vinicius com a Prudente de Morais, no Bar Garota de Ipanema.
enviada por Nivaldo Santana
22/12/2008 16:07
Recesso
O computador da minha casa está com problemas. As festas de fim-de-ano já rolam soltas. Tudo somado, o meu blog vai ser atualizado à moda martinho da Vila: "devagar, devagar, devagar bem devagarinho...".
1. Sobre a CTB: em Salvador, semana passada, aprovou a convocação do segundo Congresso, segunda quinzena de setembro do ano que vem, em SP, no Rio ou Bahia.
No mesmo período, CTB participou de vários eventos na capital dos soteropolitanos. Cúpula dos Povos, Coordenadora Sindical, passeata, ato em homenagem ao Simón Bolívar. Tudo coroado com uma festa de confraternização no Sindicato dos Bancários da Bahia, regada à música, cerveja e tudo o mais.
Na foto acima, no ato em homenagem a Simón Bolívar, vemos a Nara (MT), Zenir (PR), Liege (UBM),Martinha (CE)Abigail (RS). Pô, eu não sai na foto pela simples e boa razão de que a máquina e o clique eram meus...
Por último, mas não menos i mportantte ("last, but not least"): depois de esperarmos por quase quatro horas para a inauguração do busto de Simón Bolívar, um presente do governo bolivariano da Venezuela para a Bahia, fomos brindados com um evento no qual compareceram o Hugo Cháves, o Raúl Castro, o Evo Morales e o presidente de Honduras, cujo nome não me lembro.
Eles estavam lá por que participaram da Cúpula América Latina e Caribe, na Costa do Sauípe.

Acima, a professora Nara, CTB/MT, ao lado do busto de Simón Bolívar.
enviada por Nivaldo Santana
12/12/2008 19:51
Voando
Daqui a pouco vou para Aracaju. Amanhã participo do Encontro Estadual da CTB do estado de Sergipe. Em seguida, vou até Salvador, para a reunião nacional da CTB (a última, comemorativa, inclusive, do primeiro aniversário da Central). Em Salvador também haverá a Cúpula dos Povos.
É a saideira do ano, depois as férias, embora haja as posses de prefeitos e vereadores no dia primeiro de janeiro (minha única possibilidade é prestigiar a posse no Rio, onde estarei para uma semana de férias).
Em 2009, algumas questões: consolidar a CTB, enfrentar a crise, armar os nossos esquemas para deter a oposição conservadora e preparar o caminho para a continuidade e aprofundamento das mudançasm em 2010.
Tudo, é claro, sintonizado com os ventos poderosos que sopram na "Fazendinha". (Para quem não sabe, é o nome do Parque São Jorge, do poderoso Timão, do fenomenal Timão!!!, meu time e do meu filho André foto abaixo), já que o gen corintiano não é mole não!!!

enviada por Nivaldo Santana
12/12/2008 19:45
Fenomenal 2009 para todos!

Ziraldo empresta seu talento e faz o Ronaldo mosqueteiro. Para a Fiel, foi o melhor presente de fim de ano. O Ti~mão e o craque roubam a cena, só se fala disso em são Paulo.
Claro que ele precisa provar no campo a onda toda motivada pela sua contratação. Mas só o auê desses dias já vale por muitos gols. Certamenhte outros virão...
enviada por Nivaldo Santana
10/12/2008 13:23
6,8%!!!
O PIB brasileiro deu um salto para a frente e atingiu o inacreditável índice de 6,8% no terceiro trimestre deste ano. Os catastrofistas de plantão deram um passo atrás e já trabalham com uma desaceleração mais suave da economia brasileira.
Como se sabe, o grande eleitor da oposição conservadora é a crise. Jogam todas as fichas nela. O eterno presidenciável José Serra enfrentará dois problemas: primeiro, cacifar-se como candidato dentro do próprio partido. Aécio Neves ainda não jogou a toalha e se coloca como melhor opção. O segundo problema, mais complicado para os tucanos, será o peso do apoio de Lula ao seu/sua sucessor/a.
O prestígio de Lula, a despeito do bombardeio diário da mídia, não cai. 2009 a economia deve recuar, mas não há quem consiga adivinhar o tamanho da retração do PIB e, mais do que isso, como estará a economia no decisivo ano de 2010.
enviada por Nivaldo Santana
09/12/2008 19:54
CTB, um ano!
No próximo dia 12, sexta-feira, a CTB - Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil completa seu primeiro aniversário. o congresso de fundação, como se sabe, foi em Belo Horizonte.
Na próxima semana haverá reunião da direção nacional da CTB, em Salvador. Além do debate sobre conjuntura, com a participação dos presidentes nacionais do PCdoB e PSB, Renato Rabelo e Roberto Amaral, respectivamente, haverá um balanço do processo de filiação e a preparação do segundo congresso.
Nessa trajetória de um ano, a CTB conseguiu sua legalização, se firmou como uma das seis centrais sindicais legalizadas, participa em pé de igualdade das lutas dos trabalhadores brasileiros. O último exemplo foi a Marcha das Centrais Sindicais, dia 3 de dezembro, em Brasília, em defesa do emprego, da redução da jornada de trabalho, do fim do fator previdenciário e de medidas contra a crise que não recaiam nas costas dos trabalhadores.
Mas a luta para consolidar a CTB continua. Temos uma forte presença no campo que não se traduz ainda em entidades filiadas. Nos outros sindicatos, há um espaço ainda não ocupado.
A consolidação da CTB é a palavra de ordem do momento e o fio condutor dos sindicalistas classistas. A consolidação requer, principalmente, dois movimento: novas filiações e participação ativa nas lutas dos trabalhadores.
É com esse espírito que devemos celebrar o primeiro ano de vida de uma central classista, democrática e plural. Viva a CTB!

enviada por Nivaldo Santana
09/12/2008 19:45
Levante na Grécia
Desde criança nós aprendemos que a Grécia é o berço da civlização ocidental. Quem não já ouviu falar de Aristóteles, Sócrates, Platão, Pitágoras e tantos outros filósofos famosos? Quem já não usou algumas palavras do alfabeto grego (alfa, beta, gama, delta)? Quem nhão morre de vontade de conhecer as relíquias arquitetônicas da história desse país? Quem já não usou a expressão "estou falando grego", como sinônimo de coisas difíceis de serem entendidas?
Pois é esta Grécia que hoje está sacudida por uma rebelião de jovens, uma luta contra o governo direitista daquele país. Entre outras manifestações, li uma que me chamou a ateñção: o Partido Comunsita da Grécia fez um ato com dez mil pessoas para protestar contra o governo. Se a mídia oligopolizada deu 10 mil, imagino que sejam até mais.

Amanhã está prevista uma greve geral na Grécia. O governo pediu pela suspensão, mas as centrais mantiveram o a agenda. Hoje foi o enterro do jovem de 15 anos assassinado pela polícia. Novos confrontos ocorreram e a situação do país continua tensa.
enviada por Nivaldo Santana
09/12/2008 19:23
Mídia no palanque (II)
O noticiário, os editoriais, os colunistas políticos e econômicos, todos entraram de de sola na campanha presidencial de José Serra. Na maior cara-dura, sem qualquer veleidade.
Dizem que o prestígio de Lula é pessoal e intransferível, que a crise econômica vai desidratar sua popularidade, que a recessão e o desemprego ajudarão a oposição conservadora, que vai faltar grana para crédito, para o PAC, para os programas sociais, para os salários, proventos e pensões.
No meio da hecatombe, como fênix, o monstro emergirá da lagoa para salvar o Brasil. E a aliança PSDB-DEM-PPS, será acrescentada com PV e um bom naco do PMDB.
E a candidatura do pós-Lula não decolará. Para o bem de todos e felicidade geral da nação, o Brasil fica com o Serra.
Como diria o Garrincha, só falta uma coisinha: combinaram com os russos?

enviada por Nivaldo Santana
09/12/2008 19:16
Amigo secreto
Em São Paulo, nós chamamos amigo secreto. Em outros lugares, amigo oculto. Secreto ou oculto, aí vai minha dica para quem quiser presentear-me neste Natal.

O gigante voltou! Acautelai-vos, inimigos!!!
enviada por Nivaldo Santana
07/12/2008 15:21
A mídia no palanque
Apesar dos 70% de aprovação ao governo Lula, o Élio Gaspari, talvez nostálgico ao relembrar os 40 anos do AI-5, chega a inacreditável conclusão: o governo Lula acabou!
Outros jornalistas, verdadeiros palanqueiros tucanos, em vez de procurar analisar com serenida a crise e alternativas para evitar os desastres econômicos e sociais, não conseguem esconder que vêem nela uma possibilidade de a oposição conservadora vencer as eleições presidenciais de 2010.
A Eliane Cantanhede tem até medo de os estragos não serem suficientemente fortes para nocautear Lula e a continuidade das forças políticas hoje no comando do país.
A briga vai ser boa. E feia!
enviada por Nivaldo Santana
07/12/2008 15:16
AI-5
Sexta-feira, 13 de dezembro de 1968, no Palácio das Laranjeiras, Rio, 15 militares e 10 civis* (Conselho de Segurança Nacional), aprovaram o Ato Institucional nº 5, o tristemente famoso AI-5.
Extinto dez anos depois, em dezembro de 1978, o AI-5 tem um balanço macabro: 1.577 cidadãos punidos - 454 cassados ou com direitos políticos suspensos, inclusive três ministros do STF, 548 funcionários aposentados, 241 militares reformados, 500 filmes e telefonovelas proibidos, 450 peças teatrais, 200 livros e 500 letras de música censurados.
Até jornais conservadores como "O Estado de São Paulo" conviveu com o censor na redação, assim como jornais alternativos da época como Movimento e Opinião.
* Alguns participantes da reunião do AI-5: Costa e Silva, presidente, Pedro Aleixo, vice-presidente, Augusto Rademaker, ministro da Marinha, Aurélio Lyra Tavares, ministro do Exército, Delfin Netto, ministro da Fazenda, Garrastazu Médici, chefe do SNI (Serviço Nacional de Informação), Orlando Geisel, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas.
PS. A Folha de São Paulo, sobre a qual pesa a acusação de apoiar ativamente a ditadura, mesmo em atividades repressivas, fez uma matéria ridícula sobre o AI-5. Por outro lado, o caderno especial do "O Estado de São Paulo", apesar de algumas importantes omissões, vale a pena ser lido.
enviada por Nivaldo Santana
06/12/2008 16:26
O magistral Lênin
Trechos extraídos de o "Esquerdismo, doença infantil do comunismo":
Três fatores para a manutenção da disciplina partidária:
a) Consciência da vanguarda e fidelidade à revolução;
b) Ligação de massas;
c) Justeza da linha política e justeza da estratégia.
* Tudo isso com a condição de que as massas precisam se convencer disso por experiência própria.
Aprender a avançar e a recuar
"É preciso compreender - e a classe revolucionária aprende a compreendê-lo através de sua própria e amarga experiência - que não se pode triunfar sem saber atacar e empreender a retirada em ordem".
"... (se os bolcheviques) conseguiram tal resultado foi exclusivamente por terem desmascarado impiedosamente e expulsado os revolucionários de boca, obstinados em não compreender a necessidade de recuar, de ser preciso saber recuar, de ser obrigatório aprender a atuar legalmente nos mais reacionários parlamentos e nas organizações sindicais, cooperativas, nas organizações de socorro mútuo...".
Mais: o revolucionarismo pequeno-burguês. "O pequeno-burguês 'enfurecido' pelos horrores do capitalismo é, como o anarquismo, um fenômeno social comum em todos os países capitalistas...".
* não compreende "a necessidade de levar em conta, com estrita objetividade, as forças de classe e suas relações mútuas antes de empreender qualquer ação política". Não sabem avaliar a correlação de forças, acrescento.
"Só se pode vencer um inimigo mais forte retesando e utilizando todas as forças e aproveitando obrigatoriamente com o maior cuidado, minúcia, prudência e habilidade a menor 'brecha' entre os inimigos, toda contradição de interesses entre a burguesia dos diferentes países, entre os diferentes grupos ou categorias da burguesia dentro de cada país; também é necessário aproveitar as menores possibilidades de conseguir um aliado de massas, mesmo que temporário, vacilante, instável, pouco seguro, condicional. Quem não compreende isto, não compreende nenhuma palavra de marxismo nem socialismo científico, contemporâneo, em geral".
"Nossa teoria, diziam Marx e Engels, não é um dogma, mas sim um guia para a ação".
"A ação política não se parece em nada com a calçada da avenida Nevsky (larga, limpa, lisa e absolutamente reta).
"Apenas com a vanguarda é impossível triunfar. Lançar a vanguarda sozinha à batalha decisiva, quando toda a classe, quando as grandes massas ainda não adotaram uma posição de apoio direto a essa vanguarda ou, pelo menos, de neutralidade simpática, e não são totalmente incapazes de apoiar o adversário, seria não só uma estupidez, como um crime. E para que realmente toda a classe, para que realmente as grandes massas dos trabalhadores e dos oprimidos pelo capital cheguem a ocupar essa posição, a propaganda e a agitação, por si, são insuficientes. Para isso necessita-se da própria experiência política das massas. Tal é a lei fundamental de todas as grandes revoluções...".

enviada por Nivaldo Santana
05/12/2008 18:35
Metroviários
O Sindicato dos Metroviários de São Paulo, um dos mais importantes sindicatos do Brasil, realiza seu nono Congresso. A questão principal em debate é a filiação à CTB.
Participei do debate sobre as centrais (com a presença também da CUT, Conlutas e Intersindical). Os delegados da CTB são maioria e deverão aprovar a desfiliação da CUT e filiação á CTB, que é presidida, diga-se de passagem, pelo próprio presidente do sindicato, Wagner Gomes.
De acordo com os estatutos, a decisão congressual precisa ser referendada em plebiscito.

enviada por Nivaldo Santana
01/12/2008 18:14
Partido Comunista Português
O PCP encerrou nesta segunda seu XVIII Congresso. 1.400 delegados, representando 26 mil militantes, reelegeram, por unanimidade, Jerônimo de Sousa (foto abaixo) como secretário-geral do partido.Maiores informações no portal do PCP: www.pcp.pt

enviada por Nivaldo Santana
01/12/2008 13:32
Aposentadoria

A aposentadoria, muitas vezes, é mais um castigo do que um prêmio para o trabalhador. É um labirinto de leis, normas, fórmulas, que, no fundo, visam retardar o ingresso do trabalhador neste benefício e, de quebra, rebaixar o valor dos proventos e pensões.
Há vários tipos de aposentadoria.
1) Integral: exige 35 anos de contribuição do homem e 30 da mulher. Sobre ela incide o "fator previdenciário", que impõe um redutor quanto menor o tempo de contribuição e maior a expectativa de vida calculada pelo IBGE no momento da concessão do benefício.
2) Proporcional: homem com 53 anos de idade e 30 de contribuição (mulher com 48 anos de idade e 25 de contribuição). Sobre o tempo de contribuição exige-se 40% a mais de tempo sobre o que faltava para completar os 30 ou 25 anos na data-referência de 16 de dezembro de 1988.
3) Especial: para o trabalhador exposto a agentes físicos e biológicos, com a exigência de fornecimento, pela empresa, do PPP -Perfil Profissiográfico Previdenciário, baseado nas condições ambientais da empresa. Nesse caso, cada 8 anos de contribuição equivale a 10.
4) Por Idade - Homens com 65 anos e mulheres com 60, desde que tenham feito 180 contribuições mensais (15 anos).
5) Por Invalidez: com 12 meses de contribuição e perícia que aponte incapacidade, com renovação do laudo médico de dois em dois anos.
Essa parafernália legal é produto da reforma da previdência e legislação subsequente. O Senado derrubou o fator previdenciário, mas o governo não quer aceitar e propõe alternativas. Uma delas é alterar o tempo de contagem de contribuição, já que os 40% de tempo adicional a partir de 16/12/1988 é inviável.
enviada por Nivaldo Santana
01/12/2008 12:34
Sintaema de novo
A foto acima é do Renê Vicente dos Santos, novo presidente do Sintaema - Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo.
Como já foi dito, ele tem 35 anos de idade, dez dos quais na Sabesp, como Eletricista de Manutenção. Atualmente diretor de Imprensa e Comunicação do Sintaema, formado em Sociologia e representante da nova safra de quadros sindicais da categoria.
Renê toma posse em janeiro de 2009. O Sintaema é um dos principais sindicatos filiados à CTB no Estado de São Paulo. Como funcionário da Sabesp há 30 anos, tive a honra de presidir essa entidade de 1988 a 1994, quando me licencei para exercer outras atividades.

enviada por Nivaldo Santana
30/11/2008 19:47
Brasileirão
O Brasileirão deste ano jogou água no moinho dos pontos corridos, método de disputa que é contestado pelos amantes do mata-mata.
Falta uma única rodada e a disputa permanece. O título, os quatro da Libertadores, so quatro que vão para a segundona, tudo ficou para o fim.
O São Paulo perdeu uma oportunidade de ouro para sagrar-se campeão. Agora tudo pode acontecer. Vasco, Figueirense, Átlético do Paraná e Náutico disputam quem vai para a degola ao lado da Ipatinga e da Portuguesa.
No mais, é só torcer para o Grêmio!

enviada por Nivaldo Santana
30/11/2008 13:49
Tributo à Soninha

Eu conheci a Soninha no processo germinal da Corrente Sindical
Classista, quando os dois, por diferentes veredas, militávamos no movimento sindical.
Seguimos atacando os mesmos inimigos, só que em trincheiras diferentes. Raramente eu a vejo. A última vez foi em Porto Alegre, no evento de aniversário da Fecosul.
Foi tudo muito fugaz, um lapso, "num abrir e não fechar de olhos", como se expressa Guimarães Rosa no conto "Desenrendo".
Mas se nossas paralelas não se encontram nem no infinito, fomos colocados lado-a-lado no mundo virtual dos blogueiros.
Ela concedeu-me um espaço em seu blog (que eu não retribuo por não saber se esta ferramenta está disponível aqui no meu espaço).Mas, só faço esta referência por que eu vi a nossa classsita muito acalentada em depoimentos de blogueiras amigas.
Inscrevo-me para entrar nessa lista. Vou até torcer para o Inter na Sul-Americana, praguejando os cambistas que roubaram a arquibancada de nossa ilustre Colorada e do seu companheiro.
enviada por Nivaldo Santana
30/11/2008 13:31
Para os amantes da língua

Um dos meus múltiplos sonhos irrealizados é não ter ainda conhecido Portugal. Um dia, quem sabe, vou conhecer Lisboa (foto acima), Porto e outros lugares da nossa querida pátriamãe (sem hífen, de acordo com a nova ortografia).
Indo lá, pretendo passear pelas autoestradas (sem hífen), usar micro-ônibus (com hífen, para evitar colisão de duas vogais iguais) e fazer discursos anti-imperialistas (com hífen).
Irei a alguma assembleia (agora sem acento agudo), trocar ideias (sem agudo). Não apazigue (sem agudo) meu espírito, não há sequestro (sem trema) de minha esperança, pode ficar tranquilo (sem trema).
Todos creem (sem circunflexo) que o voo (sem circunflexo) é caro, mas eu perdoo (sem circunflexo) esses gastos, inclusive comendo pera (sem circunflexo). E lá lembrarei o hino enlouquecido dos corintianos - "não para, não para, não para...", todos sem o acento agudo.
enviada por Nivaldo Santana
29/11/2008 19:45
Mais sobre o Sintaema
A partir de janeiro de 2009 o Sintaema - Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo será presidido por Renê Vicente dos Santos.
Renê tem 35 anos de idade. Quando eu ingressei na Sabesp, ele tinha cinco anos. Eletricista de manutenção, o novo presidente está há 10 anos na Sabesp.
Atualmente ele é diretor de Imprensa e Comunicação do Sintaema, encabeçou a vitoriosa Chapa 1, de situação, nas eleições da entidade realizadas nos dias 25, 26 e 27 de novembro.
Renê também é sociólogo e passará a presidir um dos mais importantes sindicados filiados à CTB no Estado de São Paulo. O Sintaema tem cerca de 20 mil trabalhadores da Sabesp (empresa estadual de saneamento), Cetesb (agência ambiental paulista), Fundação Florestal, Saned (empresa de saneamento de Diadema), Ciágua, Ecosama (Mauá).
O Sintaema é dirigido há 21 anos por sindicalistas identificados com a Corrente Sindical Classista, hoje organizados na CTB - Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil.
Mais informações sobre o Sintaema no endereço abaixo:
www.sintaema.com.br
enviada por Nivaldo Santana
29/11/2008 14:03
Amor e ódio
Fora de São Paulo, a cidade que eu mais conheço, gosto e admiro é o Rio de Janeiro. A rivalidade entre paulistas e cariocas é mais folclórica do que realidade. Os paulistas adoram o Rio. Uma relação de amor e ódio que se atraem dialeticamente. É a tal da unidade e luta dos contrários. único exemplo basta: mais da metade dos turistas que inundam o Rio no verão são paulistas.
Quando vou para lá fico em um hotel na Rua do Catete, perto do Museu da República e do charmoso Largo do Machado. Visitei diversas vezes o Maracanã e várias escolas de samba. Subi o bondinho até Santa Tereza e também os bondes que vão até o Pão de Açúcar e o Corcovado. Conheço o Centro e seus museus, a Lapa e seus botecos, as praias do Flamengo, Botafogo, Copacabana, Arpoador, Ipanema e Leblon. Perambulei pela Barra da Tijuca, Jacarepaguá e o Recreio dos Bandeirantes. Fiz uma caminhada no paradisíaco cenário do Arpoador até o Leblon. Já dirigi carro por lá, andei de ônibus, trem, metrô e táxi. Acho que a única coisa que não fiz foi visitar comunidades como a da densamente povoada Rocinha. Um dia chego lá, protegido, claro, que eu não tenho idade para praticar esportes radicais. Se perder o medo da dengue, talvez vá lá de novo.

enviada por Nivaldo Santana
29/11/2008 13:51
Sintaema

O Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Sintaema) realizou nesta semana as eleições para renovação da diretoria.
A chapa 1, composta majoritariamente por sindicalistas identificados com a CTB, venceu com 4.683 votos, ante 4.669 da chapa 2 (Conlutas).
enviada por Nivaldo Santana
26/11/2008 19:05
Gênio x FSP
Leonardo di ser Piero da Vinci (1452/1519, obra acima "Madona do fuso") é considerado um dos maiores gênios da história da humanidade.
O cara foi pintor, matemático, escultor, arquiteto, físico, escritor, engenheiro, poeta, cientista, botânico e músico do Renascimento italiano.
É mole? Imagine se esse cara lesse o caderno cultural da "Folha de São Paulo", apelidado de "Ilustrada", e soubesse que, agora, o conteúdo e a linha dos "neo-ilustrados" editores do "maior" jornal do Brasil mudaram sua orientação.
Em vez de tratar o leitor como cidadão, tratam-no como leitor-consumidor. É uma ode ao consumismo, ao individualismo, à procura do lazer e entretenimento distanciados da reflexão crítica, do debate de idéias, do alargamento da visão, da busca infinita para decifrar os insondáveis mistérios da alma humana, da natureza, das pessoas.
Para a Folha, isso é coisa do passado, dos dinossauros nacionalistas e esquerdistas. Não estou inventnando nada. Eles escrevam isso.
Como já disse alguém, durma-se com um bagulho desses!!!

Talvez o riso irõnico de "Mona Lisa", mais famosa obra de Leonardo da Vinci, sintetize o que nós outros gostaríamos de mostrar a essa turma da ditadura midiática do pensamento único.
enviada por Nivaldo Santana
26/11/2008 18:51
Gato ou lebre?

A mídia brasileira, para variar, tenta vender gato por lebre. Mais um exemplo: a "briga" do Brasil com o Equador.
Como a coisa funciona? O Brasil usa o BNDES para financiar obras, serviços ou aquisição de mercadorias por parte de países mais pobres. A contrapartida é óbvia: todos os contratos são com empresas brasileiras.
O Brasil ganha duas vêzes: amplia o mercado para suas empresas e faz empréstimos com excelentes garantias de pagamento. Um ou outro problema é exceção. A regra é uma relação que acaba perpetunado as assimetrias.
A nossa famosa Odebrecht, a mesma que provocou diversos acidentes com a Linha 4 do metrô paulistano, deve ter feito lambança na construção de uma hidrelétrica no Equador e enfrenta, tudo dentro da maior normalidade jurídica, questionamentos daquele país.
Tudo em foro apropriado. Não há calote, não há insegurança jurídica e também não há desrespeito ao Brasil, ao BNDES e às suas instituições.
O problema colateral é que as grandes empreiteiras brasileiras são as principais financiadoras de campanhas políticas. Com isso, contam com o silêncio cúmplice de muitos parlamentares quando elas aprontam.
Eu testemunhei isso nos debates da Assembléia Legislativa de São Paulo a respeito da tragédia da cratera de Pinheiros da Linha 4, que resultou em seis mortes.
Cria-se uma cortina de fumaça para dificultar a responsabilização das empresas. Enquanto não houver financiamento público, dificilmente esse tipo de problema terá solução.
A agravante no caso de países governados por forças progressistas é que a mídia tenta tachar esses governos de irresponsáveis, radicais, descumpridores de contratos, agentes da insegurança jurídica.
É puro jogo político e ideológico, que infelizmente uma massa de leitores desses jornalecos engole acriticamente todos esses gatos como se fossem lebres.
enviada por Nivaldo Santana
26/11/2008 13:12
O homem e a natureza
A maioria das cidades brasileiras foi construída próxima do litoral ou dos rios, não raro também no entorno das serras e morros.
Os brasileiros, em geral, apreciamos muito o azul das águas e o verde das matas. Não por acaso, essas cores são símbolos nacionais, eternizadas na bandeira do Brasil.
Nas cidades e no campo, no entanto, problemas sempre convivem com o adensamento populacional. Nas cidades, um problema grave atende pelo nome de macrodrenagem urbana, um dos itens fundamentais do saneamento ambiental.
A ocupação das margens, o assoreamento das dos rios, córregos e mananciais, a impermeabilização do solo e outras intervenções na natureza acabam por inviabilizar o curso normal das águas nos períodos de chuvas.
Este é um problema mundial. Quanto mais valorizado o solo urbano, maior a pressão sobre as águas. Em São Paulo, por exemplo, os três principais rios que cortam a capital (Tietê, Pinheiros e Tamanduateí) tiveram suas margens transformadas em grandes vias(Marginais do Tietê e Pinheiros e Av. do Estado).
Quando chove, não dá outra: enchente! Aí surgem as propostas de sempre: construção de piscinões para retardar o curso das águas, desassoreamento e aprofundamento das calhas dos rios, taludes para conter as erosões, etc.
Tudo é necessário, aqui em São Paulo e nas outras cidades, mas o problema é que os rios precisam de uma margem maior para o período das cheias, e geralmente essas margens são ocupadas por edificações ou ruas.
A foto acima é de uma beleza ímpar. Blumenau com sua arquitetura germânica, o verde dos morros e as águas azuis do Rio Itajaí-Açu. Ocorre que, como em outras cidades, quando chove muito - e parece que Santa Catarina tem chuvas grandes e imprevisíveis, "anômalas", na palavra de uma especialista, o bonito se transforma em trágico.
Para evitar a repetição dessa tragédia, investimentos pesados precisam ser feitos. Vale a sabedoria popular: prevenir é melhor do que remediar. A responsabilidade maior é do poder público, em todas suas instâncias.
Um outro problema grave é a erosão. Muita gente habita nas encostas dos morros. Cada morro tem uma particularidade geológica, e, naturalmente, estudos precisam ser feitos para prevenir riscos de erosão, deslizamento de terras, etc. Estes foram os principais fatores que geraram as tragédias que de Santa Catarina.
Tudo isso ainda é pouco. Há que se ter um eficiente sistema de defesa civil, dotado de instrumentos modernos e logística ágil para se antecipar aos eventos.
O brasileiro acha que é abençoado por Deus, aqui não tem vulcão, terremoto ou furacão. Mas os dilúvios, de um lado, e as estiagens,de outro, também provocam perdas humanas e materiais de larga monta.
Há pouco tempo Cuba foi sacudida por furacões. O país foi devastado, houve imensas perdas materiais. Mas um ágil e eficaz sistema de defesa civil permitiu que se evitasse mortes em larga escala.
Os Estados Unidos, ao contrário, mesmo sendo o mais rico país do mundo, deixou à própria sorte a população de Nova Orlenas, vítima do Furacão Katrina. Esse episódio é uma mácula indelével no governo Bush.
A foto da tragédia em Nova Orleans (abaixo), assemelha-se, por exemplo, à da cidade de Itajaí, completamente tomada pelas águas. Temos que extrair lições da tragédia e construir alternativas para evitá-las no futuro.
enviada por Nivaldo Santana
25/11/2008 19:17
Caos
A foto acima é de um supermercado inundado em Itajaí, SC. A população se vê na condição de prover suas necessidades de alimentos e outras CARÊNCIAS básicas pela última maneira possível na circunstância: o saque!
enviada por Nivaldo Santana
24/11/2008 13:07
Tragédia em Santa Catarina
Santa Catarina é um estado singular. Tem belas praias, morros, uma região paradisíaca. Tem uma população com forte presença de descendentes de europeus, desde os açorianos até alemães e italianos.
Segundo uma pesquisadora da Universidade Federal de Santa Catarina (fonte:UOL), ao longo do litoral catarinense há três grandes serras: a Serra do mar (norte do Estado até Joinville), Serra do Leste (Joinville até litoral sul) e Serra Geral (litoral sul até RS).
Nessa região ficam as mais populosas cidades do estado: Joinville, Blumenau, Itajaí e Brusque. Boa parte dessa população mora nas encostas ou nas planícies fluviais. A lei que proíbe construções em áreas menores de 30 metros de distância dos rios não é respeitada.
A beleza geográfica, dessa forma, esconde algumas armadilhas. Blumenau, por exemplo, (foto acima) é nacionalmente conhecida pela arquitetura de origem germânica, e pela festa da cerveja no mês de outubro (a Oktoberfest).
Fui uma vez lá e constatei uma coisa que um geógrafo já havia me alertado: o centro de Blumenau foi construído a partir das margens de um imenso rio (o Itajaí-açu, com largura de 200 a 300 metros), que corta bem no centro a cidade e fica bastante vulnerável às enchentes.
Parece-me que foi o geógrafo Aziz Ab'Saber que explicou a irracionalidade de Blumenau, construída a partir das margens do rio e, portanto, condenada, segundo ele, a ter sempre enchentes, por que o rio teve suas margens ocupadas e reage com a fúria de suas águas contidas.
.

Uma pena, mas a especulação imobiliária, pragmática e de visão curta, ergue cidades onde se deveria dar espaço para a vazão das águas nos períodos de chuva. Feita a lambança, "as conseqüências sempre vem depois", como disse um jogador, como mostram as fotos.
.
Blumenau, é bom lembrar, é o maior centro financeiro de Santa Catarina e uma cidade industrial (tem 3 mil indústrias), com destaque para a indústria têxtil.
enviada por Nivaldo Santana
24/11/2008 12:57
Eleições na Venezuela
O presidente da República Bolivariana da Venenezuela conseguiu importante vitória nas eleições deste domingo.
Embora não tenha sido proclamado os resultados finais, o PSUV, Partido Socialista Unido da Venezuela venceu em 17 estados, inclusive Aragua, Guárico e Sucre, que estavam em mãos de dissidentes chavistas.
O partido do presidente obteve cerca de 5,6 milhões de votos, ante 4,1 milhões da oposição, que venceu em Zulia, Nueva Esparta e Miranda, além da prefeitura da região metropolitana de Caracas (Alcadía Mayor de Caracas).
O voto na Venezuela não é obrigatório. No entanto, 65% dos eleitores comparecem ao pleito, expressando a grande mobilização e fortalecendo a democracia naquele país.
Três estados ainda não tinha concluído a votação. As primeiras avaliações apontam para uma reabilitação da Revolução Bolivariana depois do revés no referendo no ano passado.
A oposição, por seu lado, embora derrotada, mostrou que tem força, conta com o apoio de setores econômicos e midiáticos. Os adversários da revolução atingiram 42% dos votos.
enviada por Nivaldo Santana
21/11/2008 15:13
Biodiesel e etanol
Algumas organizações populares, como o MST, e algumas publicações, como o jornal "Brasil de Fato", são contrários à exploração do biocombustível e do etanol no Brasil.
São opiniões controvertidas, polêmicas. Reproduzo, abaixo, um artigo com opinião diferente, para estimular o debate sobre a matéria:
Rogério Cezar de Cerqueira LeiteI; Manoel Régis L. V. LealII
IFísico, é professor emérito da Unicamp
IIPesquisador do "Projeto Etanol"
As razões para o interesse pelos biocombustíveis são muitas e variam de um país para outro e também ao longo do tempo, sendo as principais as seguintes:
Diminuir a dependência externa de petróleo, por razões de segurança de suprimento ou impacto na balança de pagamentos;
Minimizar os efeitos das emissões veiculares na poluição local, principalmente nas grandes cidades;
Controlar a concentração de gases de efeito estufa na atmosfera.
A primeira razão acima foi a grande motivadora, após os dois choques de petróleo na década de 1970, que incentivou as nações importadoras de petróleo a buscarem alternativas para este insumo fóssil. Floresceram vários programas de desenvolvimento de energias renováveis, de economia de energia, de uso da energia nuclear, do gás natural e do carvão mineral. Este quadro se manteve até meados dos anos 1980, quando os preços internacionais do petróleo caíram a valores em torno de US$ 12 por barril e aí o interesse pelos substitutos de petróleo arrefeceu devido ao custo dos subsídios necessários para mantê-los no mercado.
Já nos anos 1970, a preocupação com a qualidade do ar nas grandes cidades e com os efeitos negativos das emissões veiculares nessa qualidade renovou o interesse pelos biocombustíveis. Os grandes produtores e usuários de álcool, os Estados Unidos e o Brasil, passaram a focar neste aspecto de uma forma séria e intensa, enquanto outros países, como o Japão e os da União Européia, mantiveram um interesse mais reduzido pelo assunto. A obrigatoriedade de adicionar componentes oxigenados na gasolina, para reduzir as emissões de monóxido de carbono e hidrocarbonetos, abriu mercado para o álcool, mas ele tinha de competir com outros oxigenados como o MTBE (Metil Tércio Butil Éter).
Na segunda metade da década de 1990, com a introdução da injeção eletrônica e do catalisador de três vias nos veículos automotivos, e a conseqüente redução drástica das emissões no escapamento, o efeito poluidor desses veículos deixou de ser uma grande preocupação mas continuou a motivar o uso do álcool. A competição entre o metanol e o etanol pelo mercado de álcool combustível terminou com a vitória total deste último.
Desde a década de 1980 os cientistas passaram a alertar os Governos sobre o fenômeno do aquecimento global, mostrando evidências cada vez mais convincentes de que a temperatura da Terra estava subindo a uma taxa maior do que a esperada pelos registros históricos, devido a ações do homem; a queima de combustíveis fósseis seria a principal causa desse fenômeno e os níveis de dióxido de carbono na atmosfera, o principal gás de efeito estufa, havia subido de 280 PPM (partes por milhão), índice que prevalecia antes da Revolução Industrial, para 380 PPM nos dias de hoje. A Convenção do Clima no Rio de Janeiro, em 1992, e a subseqüente assinatura do Protocolo de Quioto, em 1997, oficializaram essas preocupações com o clima global e estabelecerem responsabilidades para as nações signatárias da Convenção Quadro Sobre Mudanças Climáticas das Nações Unidas.
O Protocolo de Quioto foi finalmente ratificado em março de 2005, estabelecendo metas quantitativas para a redução da emissão de gases de efeito estufa pelos países desenvolvidos, referentes aos níveis de 1990. O primeiro período de verificação será de 2008 a 2012, e os países em desenvolvimento estão fora dessa obrigatoriedade.
Nos últimos três anos os preços do petróleo subiram sensivelmente, passando do patamar de US$ 20-30 por barril para um novo patamar entre US$ 50-70 por barril. As instabilidades políticas e sociais nas regiões produtoras e a convicção de que o pico de produção será atingido nos próximos dez ou vinte anos estão mantendo a volatilidade dos preços desse insumo estratégico.
É nesse quadro que os biocombustíveis vão se inserir no mundo com, no mínimo, uma dupla responsabilidade: ajudar a reduzir a emissão de gases de efeito estufa e substituir parcialmente o petróleo para alongar sua vida útil.
Hoje, os biocombustíveis em uso comercial no mundo são o etanol e o biodiesel, nos níveis de 50 bilhões de litros e 5 bilhões de litros por ano, respectivamente.
ETANOL NO BRASIL
O etanol vem sendo usado como combustível no Brasil desde os anos 1920, mas foi somente com o advento do Proálcool, em novembro de 1975, que seu papel ficou claramente definido a longo prazo, permitindo que o setor privado investisse maciçamente no aumento de produção. A motivação do governo para lançar o Proálcool foi o peso devastador da conta petróleo na balança de pagamentos do país, que importava na época mais de 80% do petróleo que consumia.
A produção anual, que estava em torno de 600 milhões de litros, aumentou rapidamente e ultrapassou a meta do programa, de 10,6 bilhões de litros anuais, em menos de dez anos. Com o aumento da produção interna de petróleo e com a queda de seus preços internacionais, o governo perdeu o interesse pelo programa, que passou a navegar à deriva. Os subsídios foram reduzidos e o etanol hidratado perdeu competitividade perante a gasolina; a obrigatoriedade do uso do anidro na mistura com a gasolina e a velha frota de carros a álcool mantiveram o programa vivo, apesar da falta de apoio do governo. Um ponto vital foi a manutenção da infra-estrutura de abastecimento o etanol estava disponível em mais de 90% dos 30 mil postos de combustível instalados no país.
Em 2001 o mercado de etanol no Brasil foi totalmente desregulamentado, passando a prevalecer a livre competição entre os produtores. O governo não mais estabelecia preços nem cotas. Felizmente, em 2002 começou uma nova elevação nos preços internacionais do petróleo, e o conseqüente aumento de preço da gasolina, que trouxe de volta o interesse do consumidor pelo carro a álcool as vendas antes não deslanchavam pelo receio que tinha a população quanto à garantia de abastecimento. Percebendo isso, as montadoras de veículos passaram a trabalhar no desenvolvimento do motor flexível ao combustível (FFV Flex Fuel Vehicle), que poderia operar com gasolina, etanol ou qualquer mistura desses dois combustíveis. O uso de gasolina ou etanol nesses veículos depende do preço relativo entre eles, considerando que a equivalência em quilometragem é de 0,7 litro de gasolina por litro de etanol.
Analisando a situação do etanol combustível hoje no Brasil notam-se os seguintes pontos marcantes:
O etanol representa cerca de 40% dos combustíveis para motores leves (ciclo Otto);
Não existem subsídios para o etanol e, mesmo assim, ele consegue competir com a gasolina; os custos de produção foram reduzidos em cerca de 70% desde 1975;
O Brasil é auto-suficiente em petróleo, importando diesel e exportando outros derivados;
Cerca de 50% da cana moída no Brasil é usada para produzir etanol;
Há uma crescente expansão do mercado externo tanto para açúcar como para etanol, sendo difícil hoje identificar o real potencial do mercado mundial de etanol;
O setor sucroalcooleiro está em franca expansão: existiam 320 usinas em 2001, hoje já são 360, e 120 projetos estão em vários estágios de execução (expansões e novas usinas);
O Brasil é o maior produtor de etanol de cana no mundo, mas, em produção total, fica atrás dos Estados Unidos, que usa o milho como matéria-prima;
A tecnologia de produção de etanol no Brasil está totalmente madura, permitindo ainda alguns ganhos de produtividade na área agrícola e pouca coisa na área industrial; existem variedades de cana geneticamente modificadas que permitiriam grandes reduções nos custos de produção, embora não possam ser utilizadas pela morosidade do processo de liberação.
Com tudo isso, pode-se afirmar com muita convicção que a produção de etanol no Brasil está perfeitamente consolidada, podendo crescer ainda na substituição da gasolina caso a volatilidade dos preços do petróleo continue. Assim, o Brasil poderá vir a ser um grande exportador de etanol e gasolina.
BIODISEL NO BRASIL
O desenvolvimento de substitutos do diesel foi tentado com muito afinco no início do Proálcool, como forma de reduzir ainda mais o consumo de petróleo e de manter o perfil de produção de derivados de acordo com a capacidade das refinarias do país. O processo fracassou por várias razões, entre elas os baixos preços do diesel na época, e as atividades cessaram. Com isso, a substituição parcial da gasolina pelo etanol causou desequilíbrio no perfil de refino de petróleo com reflexos na qualidade do diesel, provocando a necessidade de importar cerca de 20% de diesel consumido e exportar parte da gasolina produzida. O governo voltou a se interessar pelo biodiesel quando sua produção e consumo passaram a crescer na Europa, principalmente na Alemanha; também vislumbrou uma forma de fortalecer a agricultura familiar e assim melhorar a inclusão social, um problema muito sério no Brasil. Em 6 de dezembro de 2004 foi lançado oficialmente o Programa Nacional de Produção de Biodiesel, regulamentado pela Lei nº- 11.097, de 2005. O programa estabeleceu a obrigatoriedade do uso de 2% de biodiesel misturado ao petrodiesel a partir de 2008 e de 5% a partir de 2013; esta última data poderá ser antecipada dependendo da capacidade de produção instalada. Para favorecer o pequeno produtor, o programa definiu impostos diferenciados dependendo da origem da matéria-prima, sendo o maior desconto para a produzida por pequenos produtores no Norte-Nordeste. O grande produtor não teria benefícios fiscais, sendo a taxação igual ao do diesel mineral. O produtor de biodiesel, para receber os benefícios fiscais no preço de venda nos leilões, precisa possuir o Selo Social que assegura o atendimento dos requisitos impostos pela lei.
A grande esperança do governo em viabilizar a produção de óleos vegetais e biodiesel na região semi-árida do Nordeste é a cultura da mamona. Alguns projetos foram implantados nessa linha, merecendo destaque a unidade da Brasil Ecodiesel com a usina em Floriano e a plantação de mamona em Canto do Buriti, ambas no Piauí. A usina tem capacidade de produção de 7 milhões de litros por ano usando o processo de transesterificação. O módulo agrícola foi implantado inicialmente em 5 mil hectares, divididos em lotes de 25 hectares por família; cada família deverá cultivar mamona consorciada com feijão, ou outra cultura da escolha da família, em quinze hectares. Os dez hectares restantes serão usados para área de preservação e outros cultivos da família. No final da implantação do projeto serão 40 mil hectares plantados. Cada módulo de produção agrícola contará com ampla infra-estrutura, com escola, posto médico e área de lazer.
O projeto, aparentemente bem estruturado, com um bom conceito de inclusão social e tecnologia industrial de boa qualidade, não está operando como planejado, pois a matéria-prima utilizada tem sido principalmente a soja importada da região Centro-Oeste. Isso prova que não bastam boas intenções e que uma realidade não pode ser desfeita simplesmente com o estabelecimento delas. Tudo indica que faltou tecnologia na parte agrícola do projeto. A mamona recebeu muito pouca atenção nos últimos trinta anos e de repente foi lançada como a grande solução para a inclusão social via agricultura familiar. Há apenas duas variedades comerciais para as condições nordestinas e as técnicas de cultivo e manejo não parecem estar suficientemente desenvolvidas, sem contar com a falta de preparo e treinamento dos agricultores. A mamona precisará de pelo menos mais dez anos, com base na experiência com outras culturas, para ser desenvolvida como uma opção comercial de matéria-prima para a produção de biodiesel. Isso vale também para outras culturas ainda sem experiência de plantio comercial, como o pinhão-manso.
A soja, com uma tecnologia agrícola já bem desenvolvida e perto de 25 milhões de hectares plantados no país, é hoje a principal matéria-prima na produção de biodiesel. É uma opção ruim do ponto de vista do balanço energético, da ocupação de terras e da inclusão social, mas é a melhor do ponto de vista econômico e de disponibilidade, tendo, portanto, predominado sobre as outras alternativas de matéria-prima. Todo país que inicia um programa de biocombustíveis sempre se baseia nas opções já em pleno desenvolvimento comercial. Assim foi no Brasil com o etanol de cana-de-açúcar, nos Estados Unidos com o etanol de milho e o biodiesel de soja, na Europa com o etanol de trigo e beterraba e o biodiesel de colza. Uma cultura exótica ou pouco conhecida precisará de tempo e recursos para ser desenvolvida como opção comercial.
O FUTURO DOS BIOCUMBUSTÍVEIS
Como já foi mencionado acima, a maior motivação para o uso de biocombustíveis é seu potencial de reduzir a emissão de gases de efeito estufa (GEE) de uma forma sustentável. No entanto eles terão de competir com outras formas de energia renováveis e também com tecnologias de seqüestro de carbono, como a injeção e o armazenamento de dióxido de carbono em poços exauridos de petróleo. A economia de energia é uma alternativa de redução de GEE que terá de ser utilizada, mas enfrentará dificuldades em alguns casos por exigir mudança de hábitos, como o uso do veículo particular para transporte. Dessa forma, torna-se muito importante o balanço energético da cadeia produtiva do biocombustível e a quantidade de gases de efeito estufa emitidos na sua produção, incluindo as fases agrícola e industrial. Nesse aspecto, o etanol de cana-de-açúcar tem se mostrado a melhor opção até o momento, pois consome 1 unidade de energia fóssil para 8 unidades de energia renovável produzida; para o etanol de milho ou de trigo essa relação é de 1,1 a 1,5 (dependendo de como se leva em conta o valor energético dos subprodutos). Para o biodiesel, esse balanço indica que a relação entre a energia renovável do biocombustível e a energia fóssil gasta na sua produção só excede o valor 3 para o caso do dendê.
Outro ponto importante na sustentabilidade do biocombustível é a necessidade de terras para produzi-lo. Comparando o etanol de cana-de-açúcar com o biodiesel de mamona vemos que um hectare cultivado com cana produz mais de 6 mil litros por ano de etanol, ao passo que esse mesmo hectare plantado com mamona proporciona apenas 500 litros de biodiesel. Dessa forma, os 13 bilhões de litros de etanol combustível que substituem cerca de 40% da gasolina utilizam pouco mais de 2 milhões de hectares de cana; para substituir 40% do diesel consumido no Brasil, ou seja, 16 bilhões de litros, seriam necessários 32 milhões de hectares plantados com mamona, o que representa cerca da metade da área cultivada no nosso país.
Toda a produção mundial de biocombustíveis se baseia hoje nas chamadas tecnologias de primeira geração, o que significa produção de etanol a partir de açúcares ou amidos (cana, beterraba, milho, trigo, mandioca) e biodiesel de óleos vegetais ou gordura animal (soja, mamona, dendê, sebo, óleo de fritura). Estão em desenvolvimento várias tecnologias que utilizam os materiais lignocelulósicos como matérias-primas (resíduos agroflorestais, madeira de florestas plantadas, culturas energéticas de curto ciclo, lixo urbano), que são mais baratos, mais abundantes e podem ser produzidos nas mais variadas condições de solo e clima.
A cana-de-açúcar será beneficiada com essas tecnologias emergentes, pois além do açúcar ela produz uma grande quantidade de fibras na forma de bagaço e palha; atualmente quase todo o bagaço é usado para fornecer a energia de que a usina precisa e a palha é queimada antes da colheita. Com a redução do consumo energético nas usinas, o fim das queimadas e o início do recolhimento da palha, a produção de etanol por tonelada de cana processada poderá crescer em torno de 50% com a produção de etanol dos resíduos da cana.
O etanol já é hoje um grande sucesso no Brasil com substituto da gasolina e seu futuro é promissor com o advento das tecnologias de segunda geração. O biodiesel ainda tem um árduo caminho pela frente com as tecnologias de primeira geração e o futuro dependente de outras matérias-primas para as tecnologias de segunda geração; não devemos desanimar, mas não há razões para ufanismo quando se trata de biodiesel.
enviada por Nivaldo Santana
21/11/2008 13:34
Documento histórico
Íntegra da intervenção inicial de Renato Rabelo, presidente nacional do PCdoB, no 10º Encontro dos Partidos Comunistas e Operários, feito hoje, sexta-feira, em Encontro que vai até domingo:

Em reduzido tempo histórico, o liberalismo então vitorioso nos anos da década de 1990, quando euforicamente proclamava sua vida eterna , provoca hoje com o desenvolvimento de suas políticas, um grande desastre para a humanidade. Os paradigmas neoliberais, tão absolutos nesse período, se estilhaçaram confrontados com o curso da vida.
O mundo está sendo sacudido com a eclosão de uma crise econômica e financeira de vasta magnitude. O capitalismo passa por uma das mais graves crises de sua prolongada história.
A magna crise que tem na potência imperialista hegemônica seu epicentro compreende todo o sistema em escala planetária, envolve os planos financeiros e produtivos; e, por sua profundidade e extensão, poderá trazer pesados prejuízos aos trabalhadores e povos de todo o mundo, e também forte impacto para os países que buscam o desenvolvimento soberano. Pela sua dimensão, poderá sacudir ainda mais a atual ordem mundial hegemonizada pelos Estados Unidos.
Crise financeira e econômica do capitalismo, global e sistêmica
Nosso Partido vem assinalando em seus últimos Congressos e em Seminários com participação ampla, nacional e internacional que as crises financeiras e econômicas recorrentes nas décadas de 1980 e 1990 demonstravam os limites históricos do capitalismo, tendo sido determinadas por processos contraditórios que exprimiam um caráter estrutural, derivadas dos fundamentos do sistema.
A presente crise, que contém o efeito cumulativo das demais, atingiu maior magnitude. E não é um fenômeno passageiro, agravando mais profundamente o caráter estrutural do capitalismo. Este se torna cada vez mais impotente para democratizar a sociedade (universalizar saúde e educação de qualidade, ampliar direitos dos trabalhadores); defender a soberania e impulsionar o desenvolvimento nacional; seguir a rota do progresso social (elevar a qualidade de vida da maioria da nação). Por isso, esta crise não pode ser resolvida de forma efetiva nos marcos do sistema capitalista. A verdade se impõe: o tempo vai confirmando que a saída de fundo é o socialismo.
O curso dessa crise assinala uma tendência de agravamento que se estenderá pelos próximos anos, com o estabelecimento já agora de um quadro recessivo nos países capitalistas desenvolvidos e da multiplicação de falências, atingindo intensamente as esferas da produção. E nos países da chamada periferia, apresenta queda dos níveis da atividade econômica e fuga de capitais com a possibilidade de volta das crises cambiais, agravando a vulnerabilidade externa. O cortejo dessa crise já começa a elevar rapidamente os índices de desemprego nos Estados Unidos e na Europa, podendo alcançar ritmos negativos inéditos desde a 2ª Guerra Mundial. E também irradiar graves efeitos sociais por todo o Globo.
É insofismável o fracasso do reinante modelo neoliberal, sistematizado, apregoado e imposto, principalmente, desde o propalado Consenso de Washington que mais promoveu a desregulamentação financeira, a livre circulação de capitais e de mercadorias, as privatizações de empresas públicas, a especulação institucionalizada e a subtração dos direitos dos trabalhadores.
Todavia, diante do desastre, agora é justificável para o poder dominante a intervenção pronta dos Estados capitalistas, utilizando trilhões de dólares, na tentativa de salvar o sistema na sua fase aguda, transferindo gigantesco volume de riqueza pública e elevando o déficit estatal, para proteger o grande capital e a oligarquia financeira.
Nesse contexto de desespero salvacionista do sistema, é elucidativo o episódio da recente presença de Alan Greenspan presidente do FED (Banco Central americano) durante mais de uma década na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos. Perante os deputados, na apresentação dos motivos da crise, ele afirmou que nesses últimos 40 anos pensava que seu modelo estava certo. Mas, hoje, em face da catástrofe advinda, reconhece que sua visão de mundo, sua ideologia não estavam certas. Este fato eloqüente é um sinal que explicita a situação de profunda crise ideológica vivida pelo capitalismo.
A lógica senil da ideologia capitalista dominante prega a austeridade do gasto público, impõe o arrocho salarial e a contenção do trabalho vivo,mas,ao contrário, o Estado capitalista tem todo direito de realizar escandalosa gastança, nunca vista, para livrar do abismo os grandes capitalistas. Tais procedimentos são uma agressão redobrada aos trabalhadores, não resolverão os graves problemas sociais criados pela crise. Ao contrário, poderão provocar pesado retrocesso. Em verdade, na atual quadra histórica, o capitalismo é incapaz de ser reformado num sentido do progresso social.
As causas objetivas da crise vigente, intrínsecas ao próprio curso da acumulação do capital, têm suas particularidades na presente etapa. Pela avaliação do PCdoB, a aplicação das políticas neoliberais desatou imensa financeirização, alcançando volume inimaginável de capital fictício, que passou a atuar intensamente sobre a esfera da produção. A fim de satisfazer suas exigências de lucros geométricos, os capitalistas esperam sua realização através dos papéis do mercado futuro e na especulação institucionalizada, através da multiplicidade de títulos e derivativos com base nas dívidas crescentes privadas e públicas, geradas na forma de créditos. Desse modo, se distancia a necessária correspondência entre capital produtivo e capital financeiro, tornando o sistema extremamente vulnerável. Em suma, evidencia-se uma situação de superprodução relativa e de sobre-acumulação de capitais fenômenos fundamentais das crises capitalistas.
A situação do mundo se agrava com a crise atual
A presente crise irrompe num quadro mundial em que o começo do século XXI é vincado por ampla e intensa ofensiva do imperialismo norte-americano, com uma política externa unilateral, expansionista e militarista guerra preventiva da Doutrina Bush , provocando uma situação de grande instabilidade e incertezas, num mundo mais discrepante e desigual. Essa extensa e violenta investida contra os povos e as nações soberanas para manter a hegemonia unipolar dos Estados Unidos da América se choca contra os interesses de povos e países no mundo. Devido a isso, é gerado um contra movimento, que se desenvolve em várias formas de resistência e de pólos opostos contra-hegemônicos.
Igualmente, o começo deste século é marcado por uma contínua imposição dominante das políticas neoliberais de interesse dos Estados capitalistas monopolistas cuja praça central é Nova Iorque , contrariando os interesses dos trabalhadores, dos povos e de países que lutam por um desenvolvimento nacional soberano. Tal imposição tem gerado um vasto anseio de mudanças que se transformou, principalmente na América Latina, em ascendente movimento democrático, progressista, popular, antiimperialista.
Em resumo, a realidade mundial é caracterizada, por um lado pela ofensiva imperialista e dominância neoliberal e, por outro, pela resistência crescente dos povos e nações em vários níveis e do surgimento entre os países em vias de desenvolvimento de pólos e blocos contra-hegemônicos com rápida ascensão econômica da China; e recuperação da Rússia e de outros pólos dinâmicos na chamada periferia. Também nessa situação global, se destacam importantes fracassos da ofensiva do imperialismo norte-americano nas suas guerras de ocupação e domínio. Essas tendências globais já vêm conformando um processo contraditório que indicam a existência de um mundo em transição, que expressam no conjunto um quadro mundial de declínio relativo da hegemonia unipolar dos EUA.
Agora, a eclosão desta crise de grandes proporções pode impactar esta transição em curso nas relações de poder do sistema internacional, atingindo mecanismos que sustentam a hegemonia americana principalmente os relativos à liberalização dos mercados monetários e financeiros mundiais dominados pelo dólar. E na chamada periferia do sistema os novos atores que vão ocupando o papel de potências de influência regional ou mundial como a República Popular da China podem atuar, conforme a posição soberana do governo nacional e dos interesses do seu povo, como contra tendência à devastação oriunda dos países capitalistas centrais, através da construção de parcerias estratégicas entre eles (G-20 numa coalisão de países em desenvolvimento no âmbito da OMC, G-5, os BRICs, IBAS, Cúpulas intercontinentais etc) ampliando seus mercados internos e intensificando o intercâmbio comercial na busca de uma alternativa própria.
De todo modo, a crise pode acirrar as contradições que levam ao declínio e à decadência da hegemonia unipolar dos EUA, podendo se desenrolar num quadro de grandes conflitos, possibilitando a passagem para uma nova ordem, uma nova época.
No cenário atual as potências capitalistas buscarão formular uma solução favorável a elas. Neste 15 de novembro se realizou em Washington a cúpula internacional, o G-20, que implicitamente reconhece o G-7 como obsoleto. Entretanto, ela é realizada no interregno de governos nos EUA, patrocinado por George Bush, que sai desmoralizado e escorraçado pela maioria do povo dos Estados Unidos. A Declaração Final emitida pela cúpula, na qual está refletida a hegemonia do império, insiste no lugar comum dominante de reformar o neoliberalismo.
É nossa opinião, também, que a eleição de Barack Obama reflete uma realidade objetiva de marcadas tendências à mudanças nos EUA, representa a derrota das políticas belicista e genocida, de Bush. Entretanto, o PCdoB, não acalenta ilusões de que é possível mudar o sistema imperialista através do caminho de alternância entre Republicanos e Democratas no Governo.
Do lado dos países em vias de desenvolvimento, o caminho que pode ser trilhado passa por sua unidade em defesa de seus interesses nesses eventos e, sobretudo, noutros convocados entre eles para manter um nível ascendente de crescimento de suas economias; reafirmar suas soberanias; e defender o interesse de seus povos e a paz mundial. Os mecanismos de integração soberana na América Latina e Caribe MERCOSUL, Alba, Pacto Andino, Unasul, Conselho de Defesa sul-americano, Banco do Sul etc. são iniciativas que podem fortalecer essas regiões no enfrentamento do hegemonismo imperialista e, ao mesmo tempo, reforçar as soberanias de cada país.
O contexto da nova luta pelo socialismo
Os eventos deflagrados pela presente crise abrem uma fase nova na luta ideológica e política entre o capitalismo e o socialismo. Passamos da fase vivida no início da década 1990 de afirmação da identidade comunista e de defesa dos princípios revolucionários para a atual de reafirmação da alternativa socialista. A orfandade ideológica do capitalismo torna-se mais evidente no processo de agudização da luta de classes no mundo, como no curso da vigente crise capitalista.
Nos dias de hoje, no âmbito de cada país, como em períodos históricos de saltos transformadores, a união dos trabalhadores e dos povos organizados em movimentos de frentes políticas amplas e fortes bases sociais pode construir poderosa força-motriz das massas, que poderá arrebatar aos setores dominantes capitalistas importantes concessões; barrar as derivas radicais da direita; e abrir caminho para etapas avançadas no rumo revolucionário.
Pela avaliação do PCdoB, o êxito da nova luta pelo socialismo está na correspondência do desenvolvimento e atualização do pensamento avançado, revolucionário, que responda às exigências da nossa época e dos anseios fundamentais dos trabalhadores e das massas populares. A teoria revolucionária para o nosso tempo, vai sendo forjada dos ensinamentos mais positivos retirados das experiências socialistas do século passado, de seus êxitos e seus revezes, da experiência atual dos países socialistas que não sucumbiram à contra-revolução mas mantiveram suas instituições surgidas da revolução e reafirmaram a perspectiva socialista e, também, das experiências recentes do processo inicial de luta progressista e revolucionária na América Latina, e em outras frentes de lutas avançadas.
Os processos políticos de sentido progressista e revolucionário são objetivamente contraditórios, não têm cursos predefinidos, pois os caminhos da luta ascendente de sentido democrático e popular dependerão das condições do período histórico e das peculiaridades de cada país e estarão sujeitos a etapas e transições que permitam alcançar o objetivo maior do socialismo.
Da rica experiência da construção socialista do século passado se retirou a justa idéia de que não há modelo único de caminho socialista e de que a passagem do capitalismo ao socialismo requer um período de transição que se inicia com a conquista do poder político nacional pelas classes sociais que formam a maioria da nação, especialmente o proletariado, interessadas nesse trânsito. Essa transição não compreende a socialização total, mas, objetivamente, pode se desenrolar em etapas e com leis próprias. E poderá ser mais ou menos longa conforme o nível de desenvolvimento econômico e social e as particularidades históricas de cada país, e as condições do processo de transformação revolucionária no âmbito mundial.
Na nossa experiência no Brasil, a existência de um Partido Comunista forte que saiba congregar as forças políticas avançadas e goze de grande influência e prestígio entre os trabalhadores e as camadas populares é fator decisivo e essencial para prosperar a tática do Partido.Esta tática visa impulsionar o governo Lula no sentido da afirmação da soberania nacional, do processo de democratização, do avanço social e da integração solidária do continente e, assim, aproximar o movimento social da alternativa de transição ao socialismo: objetivo estratégico do PCdoB.
Advogamos a construção de um partido revolucionário grande, renovado, internacionalista, composto de extensa militância, dirigido por quadros comprometidos com a nova luta pelo socialismo deste século, integrados na vida dos trabalhadores e do povo e sintonizados com seus anseios fundamentais.
Nas condições do período histórico vigente de prevalência ainda no plano geral de defensiva estratégica do movimento revolucionário ocupa um lugar fundamental no nosso pensamento estratégico e tático a intervenção no curso político concreto, dirigida pelo norte da acumulação de forças no sentido revolucionário, tendo como eixo basilar o crescimento do Partido Comunista, das forças políticas mais avançadas e da elevação da consciência social e do nível de organização do povo.
Esse processo de acumulação de forças se constitui nas condições particulares da nossa experiência no Brasil na inter-relação de tarefas fundamentais e imprescindíveis: 1) articulação da iniciativa de construção de amplas frentes políticas, atuando na esfera institucional, governos e parlamentos, 2) com a intervenção que segue a orientação de dar papel essencial à mobilização e organização das massas trabalhadoras e do povo, fonte principal de crescimento do Partido e força-motriz básica das mudanças, 3) e, ao mesmo tempo, atuação permanente no plano da luta de idéias, com a finalidade de fundamentar e reavivar a perspectiva revolucionária, a alternativa socialista.
Em conclusão, neste momento, o PCdoB eleva mais ainda sua convicção de que é possível a construção de uma sociedade nova, de elevado avanço civilizacional, livre da opressão e exploração capitalista: o socialismo. Valoriza os diferentes esforços de construção de unidade, fóruns e tentativas de agrupamentos de forças da esquerda em todos os Continentes na busca de alternativas ao neoliberalismo e às políticas conservadoras.
Para o nosso Partido, este fórum multilateral internacional dos comunistas e os encontros bilaterais são essenciais para o reforço comum da unidade em torno de nossos interesses de classe e pela construção, considerando os diferentes caminhos, da alternativa socialista. Outrossim, merecem também nosso empenho e participação nos fóruns que reúnam forças progressistas e antiimperialistas em prol da soberania nacional e da defesa dos interesses dos trabalhadores e povos do mundo inteiro.
Nesta ocasião em que a humanidade vive um dos períodos mais complexos e difíceis de sua história agravado com uma crise sistêmica do capitalismo, que detona outras crises globais produzindo graves ameaças aos povos e países , o PCdoB apóia resoluntamentea luta dos trabalhadores e dos povos por seus direitos e reforça a importância da unidade dos comunistas e revolucionários e da possibilidade, nestes momentos, de construir frentes amplas com forças políticas progressistas que representam múltiplas camadas sociais atingidas pela crise.
Viva o 10º Encontro de Partidos Comunistas e Operários
Renato Rabelo, presidente nacional do PCdoB
enviada por Nivaldo Santana
Feed: Seja avisado quando este blog for atualizado :: (O que é isso?)
|
 |